ORGATEC
De 27 a 30 de outubro, Colônia, na Alemanha, recebe a Orgatec, a feira internacional de referência para o ambiente de trabalho. A Workline estará lá. Vamos buscar o que está mudando no segmento e abrir conversa com parceiros internacionais.
Este texto é o primeiro de uma série de três. Hoje, antes de embarcar, contamos o que vamos observar. Durante a feira, mostramos o que vimos. Na volta, separamos o que de fato chega ao Brasil e o que é vitrine.
Por que olhar para uma feira na Alemanha
Quem projeta escritório no Brasil costuma receber tendência atrasada e de segunda mão. Uma ideia aparece em Colônia ou Milão, vira catálogo, depois vira referência em revista e, dois ou três anos depois, chega ao briefing do cliente. Quem chega antes desse ciclo especifica melhor e conversa com o cliente em outro nível.
A edição de 2026 chega maior. Segundo a organização, o número de expositores inscritos está cerca de 25% acima da edição anterior, e a área reservada cresceu perto de 8%. O mercado de escritórios voltou a investir. Isso já é uma informação.
Três perguntas que levamos na mala
1. O escritório ainda precisa convencer as pessoas a voltar?
A pesquisa State of the Global Workplace 2026, da Gallup, mostra que só 20% dos profissionais no mundo se dizem engajados no trabalho, abaixo dos 21% do ano anterior. A América Latina aparece melhor, com 30%, a segunda maior taxa entre as regiões. Na mesma pesquisa, o engajamento de quem trabalha em modelo híbrido (25%) fica praticamente empatado com o de quem trabalha no escritório podendo trabalhar remoto (24%).
Os extremos chamam mais atenção. Quem trabalha só remoto aparece com 30% de engajamento, e quem trabalha presencialmente numa função que não poderia ser remota fica em 17%. A distância entre os dois grupos tem muitas causas, e o endereço é só uma delas. Ainda assim, ela deixa claro que estar no escritório, por si, não garante engajamento.
Na leitura da Workline, a pergunta que importa agora é o que o espaço oferece que a casa não oferece. Concentração, conversa boa, privacidade acústica, conforto para um dia inteiro. Vamos olhar como os fabricantes europeus estão respondendo a isso: cabines, salas de foco, layouts que mudam sem obra.
2. Quanto do escritório vai ser reaproveitado?

Na edição de 2024, a Orgatec montou uma área de 500 m² dedicada à economia circular no mobiliário de escritório, a #TheCircularHouse, além de uma frente de biomateriais, como espumas e enchimentos de origem vegetal. Na Europa, o tema ganhou espaço próprio na maior feira do setor.
Para o projeto brasileiro, isso tem tradução prática: móvel que dura, que se desmonta, que tem peça de reposição e que pode ser reconfigurado quando a empresa cresce ou encolhe. É o critério que a Workline já usa ao especificar com a Marelli, de quem somos representante exclusivo no Espírito Santo.
3. A empresa precisa ser dona do próprio mobiliário?
Depois da Orgatec 2024, uma das empresas presentes afirmou que o mobiliário como serviço representa o futuro dos negócios circulares. A lógica é simples. Se o móvel volta, é mantido e é reaproveitado, faz sentido que o fabricante ou o fornecedor continue responsável por ele, e que a empresa pague pelo uso.
No Brasil, esse modelo já existe. É o Workline as a Service: a empresa monta o escritório completo sem desembolso inicial, paga uma mensalidade previsível e tem manutenção programada inclusa. Para empresas no Lucro Real, a mensalidade entra como despesa operacional. Vamos comparar, na feira, como os europeus estruturam contrato, prazo e retorno do mobiliário ao fim do ciclo, e trazer o que fizer sentido para cá.
Como vamos separar tendência de vitrine
Feira grande tem muito estande feito para impressionar e pouco produto pronto para o Brasil. Para não voltar só com fotografia bonita, vamos passar tudo o que virmos por três filtros.
O primeiro é a norma. O que funciona num escritório alemão precisa caber na NR-17 e nas exigências de ergonomia que o projeto brasileiro já cumpre. Cadeira, plataforma de trabalho e iluminação passam por esse crivo antes de qualquer outra coisa.
O segundo é a cadeia de fornecimento. Uma solução que depende de importação para cada peça de reposição vira problema na manutenção. Interessa o que pode ser produzido, mantido e reconfigurado por aqui, com prazo de projeto e não de navio.
O terceiro é o uso real. Vamos perguntar aos expositores o que já está instalado em empresas, há quanto tempo, e o que mudou depois. Protótipo chama atenção, mas o que muda o briefing de 2027 é o que já passou pelo teste do dia a dia. O que sobreviver aos três filtros entra no artigo da volta, com a nossa leitura de onde faz sentido aplicar.
O que muda para quem especifica
Para o arquiteto e para quem decide o projeto, a Orgatec ajuda a responder perguntas que vão aparecer no briefing de 2027:
- Quanto do layout precisa ser reconfigurável sem obra?
- Onde o projeto precisa de privacidade acústica, e quanto ela custa quando entra tarde?
- O cliente quer imobilizar capital em móvel ou prefere preservar caixa?
A resposta vem do projeto, do produto certo e de um fornecedor que acompanha depois da entrega. A feira serve para chegarmos a essas respostas com mais repertório.
Acompanhe a série
Nos próximos dias, mostramos o que encontrarmos em Colônia. Se você está com um projeto em andamento e quer saber como alguma dessas tendências se aplica a ele, fale com um especialista Workline. Se a dúvida é o caixa, simule o seu escritório por assinatura e compare comprar e assinar com os números da sua empresa.
Fale com um especialista Workline.
📞 (27) 2142-0372
📧 marketing@worklinegroup.com.br
📸 @worklinegroup
Fontes
- Orgatec, comunicado de imprensa 2026 (datas e crescimento de expositores e área)
- Orgatec, áreas temáticas da edição 2024
- Gallup, State of the Global Workplace 2026 (dados de 2025)
- Interior Daily, “Furniture-as-a-service models represent the future of circular business” (01/11/2024)
Foto de capa: Foto: Koelnmesse/Hanne Engwald.
